RESUMO
Formar
o cidadão através da educação, habilitando profissionais em nível superior,
empreendedores, reconhecidamente competentes, reflexivos, críticos, éticos e
com responsabilidade social.". Assim, a Faculdade Integrada da Grande
Fortaleza(FGF) é resultado de um novo paradigma.
O
ensino médio apresenta dificuldade de clarificação dos seus objetivos, apesar
do seu papel estratégico para a mobilidade social, ao distribuir a diferentes
grupos conhecimentos de diversos graus de prestígio. Diferenciando-se em dois
tipos ideais de padrões normativos de mobilidade social, diversos países têm
adotado alternativas quanto à organização dos sistemas educacionais,
destacando-se a paridade de prestígio entre os ramos do ensino médio, a criação
de sistemas unitários e a diversificação curricular. As variadas formas de
organização educacional, entretanto, não parecem apresentar forte impacto sobre
a mobilidade social, dependendo em grande parte da estratificação social e da
estrutura de classes. O Brasil, em sua história recente, tem caminhado do
modelo de mobilidade patrocinada para o de mobilidade competitiva. Nos anos 70
tentou construir um sistema unitário, por meio da profissionalização do ensino
médio, porém a rejeição social levou-o a retornar a um insatisfatório dualismo.
Uma proposta de mudanças é apresentada para enfrentar os atuais desafios. O
ensino médio, com a sua denominação topográfica (o que está no meio, entre o
fundamental e o superior), apresenta internacionalmente uma notória dificuldade
de clarificação de objetivos. Em parte isto se deve ao seu papel na mobilidade
social e à delicada opção entre a terminalidade e a continuidade dos estudos.
Entre as inúmeras indagações controversas, está, em primeiro lugar, a das suas
finalidades e relações com o trabalho. Daí decorrem outras, como a de se é mais
conveniente, em termos de democratização educacional e oportunidades de
mobilidade social, ter, após a escola fundamental, uma só trajetória para o
aluno ou oferecer várias alternativas, bifurcando ou multifurcando os caminhos
da escola média. Será melhor ter uma escola média profissionalizante ou uma
escola média voltada para a educação geral? Será preferível manter várias
modalidades de escola média ou uma só? No caso de manteremse diversos ramos, é mais
conveniente diversificar as trajetórias dos alunos mais cedo ou tão tarde
quanto possível? Essas são algumas das questões recorrentes, quer no Brasil,
quer em outros países, para as indispensáveis mudanças do ensino médio no
Brasil. Assim, à sociedade se ver diante
de um dilema, qual a verdadeira função da educação geral. Para a vida? Para o
mercado? Educação é contexto social,
portanto: SOCIEDADE E EDUCAÇÃO devem interagir para a produção do saber de
forma a preparar além do cidadão para a cidade, prepará-lo também um cidadão
para o contributo do IDH. Índice de Desenvolvimento Humano. I D
H - Desenvolvimento Humano (IDH)
é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança média de vida, natalidade e outros fatores. É uma maneira
padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população, especialmente
o bem-estar infantil. O índice foi desenvolvido em 1990
pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq,
e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual.
Todo ano, os países
membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Os
países com uma classificação elevada frequentemente divulgam a informação, a
fim de atrair imigrantes
qualificados ou desencorajar a emigração. A nova Lei de Diretrizes e Bases responde às
questões e alternativas de educar com a
liberdade de optar. A nova organização
da educação brasileira é semelhante a uma árvore, que tem como tronco a
educação básica, abrindo-se em diversos ramos, como a educação superior e a
educação profissional. Esse tronco dá clara prioridade à educação geral, pois,
conforme as finalidades e objetivos da educação e dos níveis de ensino, importa
antes de tudo aprender a aprender. Durante ou após o percurso do discente ao
longo desse tronco é possível buscar um ramo e, se for o caso, retornar ao tronco.
É o caso da educação profissional: pelas novas normas alguém pode cursar o
ensino médio e a educação profissional simultânea ou posteriormente, como pode
também interromper o ensino médio (o que não é recomendável, mas possível) e a
ele retornar depois. Assim, a lei faz ou encaminha opções no que concerne às
questões e alternativas antes apresentadas:
1.
• favorece a diversificação de currículos em níveis
de sistema de ensino e de estabelecimento, permitindo o plano de estudos, até
de cada aluno, para atender às suas necessidades;
2.
• adia a diferenciação dos currículos, no que se
refere ao tronco da educação geral, até o fim do ensino médio, seguindo as
tendências internacionais, mas contempla a necessidade de diversificação, com
idas e vindas pelo ramo da educação profissional, conforme as necessidades dos
variados grupos populacionais;
3.
• abre caminho para que a educação profissional
ocorra dentro ou fora da escola e, no caso da educação de jovens e adultos,
permite o aproveitamento da própria experiência do aluno no currículo
escolar;
4.
• abre caminho para a Inter complementação dos
setores público e privado na profissionalização; • permite a educação profissional nos mesmos
estabelecimentos ou em instituições separadas, conforme for melhor para as
diversas circunstâncias; • concilia a terminalidade e a continuidade, dando
preferência à educação geral e abrindo caminhos variados para a primeira, ao
mesmo tempo em que encoraja a segunda;
5.
• opta claramente pela educação geral formativa e
não-propedêutica.
Sob
o último aspecto, o papel da educação geral é de importância básica e, para a
redefinição do seu papel, depende de uma tarefa ciclópica, pela qual os
seguidores de Dewey no Brasil já
clamavam nos anos 20: deixar o academicismo e tomar a educação geral formativa. Essa deverá preocupar-se menos com
os conteúdos rapidamente obsoletos que com o desenvolvimento da capacidade de
aprender a aprender, perdendo para isso o seu tradicional viés enciclopedista
que, se já era obsoleto para a sociedade do pós-guerra, o é ainda mais hoje.
Para isso são necessárias mudanças já mencionada s na educação superior, seja
nos processos seletivos, seja na formação de educadores.